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Eu escrevo para nada e para ninguém. Se alguém me ler será por conta própria e auto-risco. Eu não faço literatura: eu apenas vivo ao correr do tempo.
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E depois de uma briga por telefone você diz “Ok então, tchau”, espera por um “Não, calma. Desculpa.” e recebe um “Tu Tu Tu Tu”.
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Eles também brigam, batem portas e saem por aí. E voltam rindo da cara do outro, dizendo coisas como “não consigo ficar brabo contigo.
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É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.
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E essa vontade de você? O que eu faço? Vontade de estar do seu lado e ficar te olhando, observando cada gesto, cada olhar, cada sorriso. Ficar ouvindo sua voz, sua risada, ouvindo você dizer que me ama… Quero você aqui comigo, pra te olhar, te ouvir, dizer que te amo, que te quero, que te desejo eque você é único. Vem aqui comigo?
Eu prefiro acreditar que o mundo real é o dos sonhos.
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Olha, eu sei que nossa relação não é das melhores, e que as nossas briguinhas sempre começam sem motivos, e terminam com milhares deles. Também sei que não tá fácil, mas pensa pelo lado positivo; tudo que é “certinho” demais, enjoa.
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Aí eu paro e penso: com você, só com você, eu imaginei tudo assim. Todas essas coisas de romance bonito de filme, casamento, família, viagens, cachorros, canários, papagaios. Por quê? Porque eu te amo. Porque eu te quero. Porque eu nunca senti por ninguém nada perto do que sinto por você. Porque ninguém fez com que eu me sentisse assim, entregue, na corda bamba, com esse gosto de felicidade na boca.